É fundamental que…

1. A sociedade compreenda a lógica das redes sociais e não aja com ingenuidade ou, simplesmente, como massa de manobra de agendas ocultas, em troca do simples prazer de se sentir protagonista.

2. A sociedade compreenda que as redes são espaços públicos, ou seja, que todas as atitudes estarão acontecendo em uma espécie de grande vitrine, podendo ser acompanhadas em tempo real e que não há direito ao esquecimento e arrependimento nas redes.

3. Os influenciadores digitais e as pessoas que protagonizam os espaços das redes continuem exigindo que marcas, organizações e pessoas públicas atuem com transparência e coerência. Mas que todos reconheçam que, como humanidade, estamos sempre a caminho: vamos errar e acertar. 

4. As empresas e organizações públicas, privadas e do terceiro setor contribuam para o desenvolvimento da consciência, promovendo o uso cuidadoso das redes em suas estratégias de marketing, assim como o comportamento ético de gestores e colaboradores. 

5. As instituições ativistas, escolas, universidades e entidades representativas promovam a valorização do diálogo franco e respeitoso, com opiniões divergentes, assim como as atitudes de tolerância.

6. A imprensa tradicional seja ponderada, cautelosa e continue contribuindo para reflexões sobre o cotidiano e que tenha cuidados no trato com as informações não apuradas e garimpadas das redes e, assim, as relativize questionando sua existência.

7. Os cursos de Comunicação, os estudiosos de forma geral e a pesquisa acadêmica contribuam para uma compreensão ampliada do fenômeno que vivemos na sociedade em rede.

Acreditamos que essas e muitas outras iniciativas possam contribuir para que a riqueza proporcionada pelo novo sistema de comunicação baseado em redes possa ter seu potencial melhor aproveitado pela sociedade.

Ao invés de estimular a cultura dos ataques e cancelamentos, de valorizar um fenômeno distorcido que gera atrasos sociais irreparáveis, vamos estimular uma nova cultura que permita a mudança de ponto de vista e o reposicionamento. 

Precisamos contribuir para o nascer de uma nova ética, que vai exigir de todos nós mais responsabilidade de atuação nas redes e em todos os relacionamentos que sustentam a coabitação social.

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